Joãozinho -
Ontem à noite fui ao teatro.
Zézinho -
Foi divertido?
Joãozinho -
Foi. Eu vi uma peça muito normal.
Dioguinho -
A peça era sobre o quê?
Joãozinho -
Era sobre uma grande guerra.
Carlinhos -
O quê? Não te ouvi.
Joãozinho –
Uma grande guerra.
Dioguinho – Será
que foi muito assustadora?
Joãozinho –
Sim enão, era um bocado.
Carlinhos -
Deve ter sido muito fixe.
Joãozinho -
Sim. Queres saber a história.
Dioguinho –
Pode ser!
Carlinhos -
Claro!
Joãozinho -
A peça falava de um país que tinha dois exércitos. A certa altura, um vira-se
contra o outro por culpa de um outro país.
Dioguinho -
Mas a peça deve ter sido demasiado assustadora!
Carlinhos -
Porquê?
Dioguinho -
Porque podia haver pessoas a morrer e sangue ou outras coisas assim.
Joãozinho –
Lá isso é verdade.
Zézinho -
Agora vocês podem deixar-me falar.
Joaozinho –
Está bem!
Zézinho - A
peça tinha muita audiência?
Joãozinho –
Sim, alguma.
Zézinho -
Quantos bilhetes tinhas?
Joãozinho –
Dois, mas como não tinha parceiro para ir deitei-o fora.
Zézinho -
Podias ter-me convidado.
Joãozinho -
Não lembrei-me de ti. Vou continuar a contar a história. A história falava de
um guerreiro que tinha sido abandonado na floresta pelo seu exército. Esse guerreiro
era muito destemido, mas em contrapartida era demasiado fraco de mente. Ele não
conhecia ninguém e não tentava relacionar-se com os outros. Depois encontrou
uma cobra e foi mordido. Ele começou a sentir tremores e outros sintomas. Esteve
às portas da morta. Felizmente adormeceu em cima de umas plantas que serviram
de anti-veneno. Mas o guerreiro ganhou outra capacidade que era fora do normal.
O público estava assustado.
Zézinho –
Qual era a capacidade?
Joãozinho –
Não sei. Adormeci…
Dioguinho -
Essa peça deve ter sido muito boa.
Carlinhos – Pois
é.
Joãozinho - Olha,
tenho que ir, adeus.
Zézinho, Carlinhos e Dioguinho
- Adeus.
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